Apesar de não fazer a mínima idéia do que se trata, entendo perfeitamente o
tratado, e não vou absolutamente usar frases irrelevantes e sem sentido, a não ser que necessárias ao andamento da descentralização desta postagem;pastagem;pistache.
De letra em letra, palavras, frases, parágrafos, orações, apostos, sujeito, objeto;
Ora, sejamos o sujeito de nossas orações, e não o objeto dos sujeitos, sendo para mim absolutamente relevante, já que me atraem peculiarmente, os apostos.
E vírgulas, e pontos, e pontos e vírgulas, e dois pontos, e três pontos, vulgo "reticências", parênteses, colchetes, chaves, barras, hífens, acento agudo, acento circunflexo, trema.
Sinto que um dia chegarei ao estágio de trema: em desuso. Des-usada por mim mesma, sem usar meus pulmões, sem usar meu coração, cérebro, pâncreas, esôfago, fígado, útero, intestinos, língua e boca, que tanto trabalham em conjunto, tudo em desuso, até serem descartados. Como a trema.
E em certos e errados instantes sou como um ponto e vírgula, como se todos soubessem da minha existência, vissem uma certa relevância por ser caractere inusitado, mas não soubessem exatamente qual é o meu lugar, me substituindo por uma vírgula qualquer, ou um definitivo ponto final.
E onde são marcados os parágrafos? Em dias, meses, quinzenas, anos, décadas, ciclos menstruais, alinhamento dos planetas, quedas da bolsa, parcelas, cortar as unhas, apagar a luz, nascer o sol, nascer cabelo, nascer o filho, fazer um gol, terminar um livro, ou simplesmente virar uma folha, cair um dente, clicar o mouse, tropeçar, acreditar, iniciar um relacionamento, terminar um relacionamento?
Não. São marcados quando você percebe que está usando vírgulas demais, pontos inadequados, caixa alta com os sujeitos errados, esquecendo a importância de certas tremas, se enrolando com apostos demais, e deixando muita coisa em elipse por uma meras reticências.
quarta-feira, 21 de janeiro de 2009
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