Como uma flor
em suas pétalas macias, coloridas
perfumadas
seu polen, sua haste, suas folhas
(e qualo sentido dos espinhos nas rosas?)
são apenas parte de um todo.
Parte da árvore, parte da grama,
e ainda mais, parte de seu sentido.
Uma flor por si só pode dizer que ama,
que sente muito a perde de fulano tão querido,
que sente muito o erro da noite passada,
que sente muito o erro passado,
que sente falta;
mas não totalmente por sí só.
Falta-lhe o contexto.
terça-feira, 10 de fevereiro de 2009
quinta-feira, 22 de janeiro de 2009
Metus
MEDO
do Lat. metu
s. m., terror; receio; susto.
RECEIO
de recear
s. m., temor; hesitação ou incerteza acompanhada de terror; apreensão.
HESITAÇÃO
do Lat. haesitatione
s. f., acção de hesitar; estado de quem hesita; indecisão; dúvida; perplexidade; incerteza.
PERPLEXO
do Lat. perplexu
adj., indeciso; irresoluto; duvidoso.
DUVIDOSO
adj., que oferece dúvida; incerto; indeciso; hesitante; ambíguo; equívoco.
EQUÍVOCO
do Lat. aequivocu
adj., que tem dois sentidos; ambíguo; duvidoso, suspeito, confuso;
s. m., erro, engano, confusão; interpretação equívoca; trocadilho, jogo de palavras;
Ret., sofisma que consiste em empregar o mesmo termo em diversas acepções.
ENGANO
s. m., acto ou efeito de enganar; logro; fraude; burla; erro; dolo; lapso; equívoco; cilada; astúcia.
CILADA
do Lat. celata, ocultada
s. f., lugar apropriado para emboscadas; traição; embuste; ardil; armadilha.
O Medo, meus caros, é uma armadilha.
Em que você se vê preso, mas impedido de permanecer consigo mesmo.
Cercado por um mundo inteiro, não se vê fuga num campo aberto, nem num vilarejo, nem na cidade, nem em casa, nem no quarto, nem embaixo das cobertas, nem dentro de si.
E te estagna ,e o único progresso é o de suas aflições, de sua angústia, de sua opressão, de seu desgosto, de seu constrangimento, de seu descontentamento, de sua tristeza, de sua repugnância, de seu dissabor, de sua agonia, do latim agonia, "ânsia da morte; pa-ra-nó-ia. Mas seria mesmo paranóia? Não é paranóia, não é progresso.
É a regressão até um estado primitivo de vulnerabilidade.
do Lat. metu
s. m., terror; receio; susto.
RECEIO
de recear
s. m., temor; hesitação ou incerteza acompanhada de terror; apreensão.
HESITAÇÃO
do Lat. haesitatione
s. f., acção de hesitar; estado de quem hesita; indecisão; dúvida; perplexidade; incerteza.
PERPLEXO
do Lat. perplexu
adj., indeciso; irresoluto; duvidoso.
DUVIDOSO
adj., que oferece dúvida; incerto; indeciso; hesitante; ambíguo; equívoco.
EQUÍVOCO
do Lat. aequivocu
adj., que tem dois sentidos; ambíguo; duvidoso, suspeito, confuso;
s. m., erro, engano, confusão; interpretação equívoca; trocadilho, jogo de palavras;
Ret., sofisma que consiste em empregar o mesmo termo em diversas acepções.
ENGANO
s. m., acto ou efeito de enganar; logro; fraude; burla; erro; dolo; lapso; equívoco; cilada; astúcia.
CILADA
do Lat. celata, ocultada
s. f., lugar apropriado para emboscadas; traição; embuste; ardil; armadilha.
O Medo, meus caros, é uma armadilha.
Em que você se vê preso, mas impedido de permanecer consigo mesmo.
Cercado por um mundo inteiro, não se vê fuga num campo aberto, nem num vilarejo, nem na cidade, nem em casa, nem no quarto, nem embaixo das cobertas, nem dentro de si.
E te estagna ,e o único progresso é o de suas aflições, de sua angústia, de sua opressão, de seu desgosto, de seu constrangimento, de seu descontentamento, de sua tristeza, de sua repugnância, de seu dissabor, de sua agonia, do latim agonia, "ânsia da morte; pa-ra-nó-ia. Mas seria mesmo paranóia? Não é paranóia, não é progresso.
É a regressão até um estado primitivo de vulnerabilidade.
quarta-feira, 21 de janeiro de 2009
Garçom! duas porções de gramática, por gentileza.
Apesar de não fazer a mínima idéia do que se trata, entendo perfeitamente o
tratado, e não vou absolutamente usar frases irrelevantes e sem sentido, a não ser que necessárias ao andamento da descentralização desta postagem;pastagem;pistache.
De letra em letra, palavras, frases, parágrafos, orações, apostos, sujeito, objeto;
Ora, sejamos o sujeito de nossas orações, e não o objeto dos sujeitos, sendo para mim absolutamente relevante, já que me atraem peculiarmente, os apostos.
E vírgulas, e pontos, e pontos e vírgulas, e dois pontos, e três pontos, vulgo "reticências", parênteses, colchetes, chaves, barras, hífens, acento agudo, acento circunflexo, trema.
Sinto que um dia chegarei ao estágio de trema: em desuso. Des-usada por mim mesma, sem usar meus pulmões, sem usar meu coração, cérebro, pâncreas, esôfago, fígado, útero, intestinos, língua e boca, que tanto trabalham em conjunto, tudo em desuso, até serem descartados. Como a trema.
E em certos e errados instantes sou como um ponto e vírgula, como se todos soubessem da minha existência, vissem uma certa relevância por ser caractere inusitado, mas não soubessem exatamente qual é o meu lugar, me substituindo por uma vírgula qualquer, ou um definitivo ponto final.
E onde são marcados os parágrafos? Em dias, meses, quinzenas, anos, décadas, ciclos menstruais, alinhamento dos planetas, quedas da bolsa, parcelas, cortar as unhas, apagar a luz, nascer o sol, nascer cabelo, nascer o filho, fazer um gol, terminar um livro, ou simplesmente virar uma folha, cair um dente, clicar o mouse, tropeçar, acreditar, iniciar um relacionamento, terminar um relacionamento?
Não. São marcados quando você percebe que está usando vírgulas demais, pontos inadequados, caixa alta com os sujeitos errados, esquecendo a importância de certas tremas, se enrolando com apostos demais, e deixando muita coisa em elipse por uma meras reticências.
tratado, e não vou absolutamente usar frases irrelevantes e sem sentido, a não ser que necessárias ao andamento da descentralização desta postagem;pastagem;pistache.
De letra em letra, palavras, frases, parágrafos, orações, apostos, sujeito, objeto;
Ora, sejamos o sujeito de nossas orações, e não o objeto dos sujeitos, sendo para mim absolutamente relevante, já que me atraem peculiarmente, os apostos.
E vírgulas, e pontos, e pontos e vírgulas, e dois pontos, e três pontos, vulgo "reticências", parênteses, colchetes, chaves, barras, hífens, acento agudo, acento circunflexo, trema.
Sinto que um dia chegarei ao estágio de trema: em desuso. Des-usada por mim mesma, sem usar meus pulmões, sem usar meu coração, cérebro, pâncreas, esôfago, fígado, útero, intestinos, língua e boca, que tanto trabalham em conjunto, tudo em desuso, até serem descartados. Como a trema.
E em certos e errados instantes sou como um ponto e vírgula, como se todos soubessem da minha existência, vissem uma certa relevância por ser caractere inusitado, mas não soubessem exatamente qual é o meu lugar, me substituindo por uma vírgula qualquer, ou um definitivo ponto final.
E onde são marcados os parágrafos? Em dias, meses, quinzenas, anos, décadas, ciclos menstruais, alinhamento dos planetas, quedas da bolsa, parcelas, cortar as unhas, apagar a luz, nascer o sol, nascer cabelo, nascer o filho, fazer um gol, terminar um livro, ou simplesmente virar uma folha, cair um dente, clicar o mouse, tropeçar, acreditar, iniciar um relacionamento, terminar um relacionamento?
Não. São marcados quando você percebe que está usando vírgulas demais, pontos inadequados, caixa alta com os sujeitos errados, esquecendo a importância de certas tremas, se enrolando com apostos demais, e deixando muita coisa em elipse por uma meras reticências.
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